
Jonas, um estudo sobre a compaixão de Deus, e a nossa
- Federação Jovens PRID
- 16 de jul.
- 7 min de leitura
Jonas, filho de Amitai, o profeta de Deus na época em que Jeroboão II reinou sobre Israel. Na época a Assíria, era uma nação inimiga de Israel, e Nínive, sua capital, além de ser um símbolo de crueldade, violência e hostilidade contra o povo de Deus.
Nesse contexto, provavelmente Jonas cresceu sob o terror da invasão da Assíria e, ao crescer, tornou-se profeta no lugar de seu pai. Isso é importante, pois, quando uma nação vizinha ou inimiga invadia Israel, entre os objetivos mais comuns estavam: Matar o rei e sua família, Destruir e saquear a casa de Deus, o Templo e Matar o profeta e sua família.
Jonas 1:1-2
A palavra do Senhor veio a Jonas, filho de Amitai, dizendo:
— Levante-se, vá à grande cidade de Nínive e pregue contra ela.
Pois sua maldade se elevou até minha presença.
Nínive era a capital da Assíria, era o símbolo de crueldade, violência e hostilidade contra o povo de Deus. Ainda assim, o plano do Senhor era enviar um profeta para pregar aos ninivitas sobre a salvação de Deus, levando-os ao arrependimento.
Qual a reação de Jonas? Ele atende ao chamado do Senhor?
O que levou Jonas a reagir dessa maneira? Quais eram as motivações de Jonas? Suas motivações eram boas?
Jonas 1:3
Jonas se levantou, mas para fugir da presença do Senhor, para Társis.
Desceu a Jope, e encontrou um navio que partia para Társis.
Pagou a passagem e embarcou no navio para ir com eles a Társis, longe da presença do Senhor.
Jonas pensava que, se ele não pregasse, os ninivitas não se arrependeriam; se não se arrependessem, seriam destruídos por Deus. Sendo destruídos, Israel jamais seria novamente ameaçada por esse povo.
Às vezes, os planos de Deus não fazem muito sentido em nosso coração. Ele chama pessoas diferentes para servir de várias formas diferentes, inclusive nós mesmos. Devemos nos lembrar: não somos chamados a compreender todos os planos e motivos de Deus, mas a obedecê-los, pois fiel é o Senhor.
Deus requer a nossa fidelidade; a partir da história de Jonas, vemos que Deus tinha um propósito: tratar o coração de Jonas em relação aos ninivitas. Jonas tinha ódio deles por toda crueldade, violência e hostilidade que eles demonstravam para com o povo de Deus. Mas, ao demonstrar compaixão pelos ninivitas, Deus tinha o propósito de transformar o coração de Jonas e também o nosso.
Em nossa vida, constantemente precisamos fazer algumas perguntas que nos ajudam a manter um relacionamento fiel e santo com o Senhor, buscando sempre um testemunho mais fiel a Ele.
A) O que Deus está dizendo?
Devemos abrir os olhos e o coração para perceber os planos de Deus. Muitas ‘tempestades’ vem para nos corrigir. Outras para despertar a nossa fé, nos ensinar algo que só aprenderíamos passando por esses momentos, para nos lançar na missão, para então frutificarmos onde e como jamais imaginamos. Deus fez isso com Jonas e faz isso comigo e com você.
B) Onde está a nossa confiança?
Precisamos relembrar constantemente ao nosso coração que a nossa esperança está no Senhor, e é o Senhor. Não em qualquer outra coisa nesta vida, por melhor que ela seja (família, estudos, dinheiro, emprego, filhos, cônjuge, etc.) Ao esquecermos dessas verdades, frequentemente o Senhor nos coloca em ‘tempestades’ para nos lembrar de que somente nEle devemos pôr a nossa confiança e esperança.
C) Como devemos reagir?
Antes de qualquer ação ou reação, é preciso orar. À medida em que oramos, aprendemos a descansar em Deus, esperar e confiar nEle. Na oração, demonstramos nossa dependência de Deus e somos guiados pelo Senhor.
Jonas sabia que não podia fugir do Senhor; ainda assim, busca meios de se tornar inacessível à missão a qual foi chamado. Ele vai para o mais distante possível, como se estivesse fugindo da presença do Senhor.
Ao longo da história, vemos que não há indicação que Jonas tenha orado antes, mesmo quando ordenado pelo mestre do navio, que disse: “Invoca o teu Deus” (Jonas 1.6). Quando nos afastamos da presença de Deus, não conseguimos manter uma vida de oração. Ao fugir da presença de Deus, não nos arrependemos, e, desse modo, não conseguimos nos apresentar diante do Senhor de forma sincera, de coração aberto.
Ainda assim, Jonas pede para ser lançado ao mar, a fim de que o mar se acalme e aqueles homens não pereçam na tempestade. Quando em angústia, Jonas então clama ao Senhor, primeiramente agradecendo pela compaixão de Deus pela vida dos marinheiros e, em seguida, agradecendo por ter sido salvo pelo grande peixe, uma vez lançado ao mar.
Jonas 2.1-2
Então, Jonas, do ventre do peixe, orou ao Senhor, seu Deus, e disse:
"Na minha angústia, clamei ao Senhor, e ele me respondeu.
Do ventre do abismo, gritei, e tu ouviste a minha voz.
Jonas 2:7
Quando, dentro de mim, desfalecia a minha alma, lembrei-me do Senhor; e subiu a ti a minha oração, no teu santo templo.
Jonas 1:17
O Senhor ordenou que um grande peixe engolisse Jonas.
Jonas ficou três dias e três noites no ventre do peixe.
Você já se perguntou por que o Senhor se preocupou com Jonas?
Por que ele simplesmente não encontrou outro servo para realizar o trabalho?
A vida de Jonas testemunhava o fato de que Deus julgou o pecador sem parcialidade, considerando-o culpado, e o castigou no abismo aquoso. Entretanto, desse abismo, o Senhor fez subir para a vida e o serviço de um pecador culpado e condenado. O sinal de Jonas proclama a verdade do evangelho sobre a justiça e misericórdia de Deus.
Pág. 37: Palmer Robertson – Jonas – Um estudo sobre compaixão, a do Senhor, e a sua.
“As pessoas deviam acreditar em Jonas porque ele próprio era um sinal. Sua experiência de vida testemunhava os fatos. Deus, em retidão, julga o pecado até a morte; em misericórdia, restaura o pecador para a vida e para o serviço.”
Pág. 37: Palmer Robertson – Jonas – Um estudo sobre compaixão, a do Senhor, e a sua.
Jonas demonstra quebrantamento, pois ele diz que será grato a Deus pelo que está passando.
Jonas relembra o voto feito como profeta, publicamente perante o povo, jurando falar o que o Senhor ordenar e ir para onde o Senhor o enviar.
Ao se lembrar do seu voto, Jonas então reflete sobre a natureza da fé genuína.
Em primeiro lugar, uma fé genuína apega-se ao Senhor, mesmo quando Ele está castigando você.
Em segundo lugar, a verdadeira fé oferece sacrifício perpétuo de agradecimento ao Senhor. No ventre do peixe, Jonas não conseguia oferecer nada mais. No entanto, seu sacrifício não foi menos aceitável. Porquanto não são coisas que Deus deseja, mas sim a fidelidade do coração.
Em terceiro lugar, a fé genuína se manifesta ao cumprir sua palavra. Uma vez que Jonas foi libertado do peixe, dirigiu-se para Nínive. Ele havia feito um voto ao Senhor, e a fé o levou a cumpri-lo.
Também fazemos votos ao Senhor. Como cristãos, afirmamos que viveríamos de acordo com os ensinamentos de Cristo, prometemos sustentar a igreja do Senhor, comprometendo-nos a abandonar o pecado e a caminhar na luz do Senhor. Somos chamados a viver de acordo com a palavra do Senhor, como uma forma de manifestar o verdadeiro caráter da nossa fé.
Por fim, a fé genuína reconhece que a salvação vem do Senhor. Somente ele, e nenhum outro, pode nos salvar. Ninguém mais desceu ao abismo do inferno pelos pecadores, senão Jesus Cristo. A salvação vem do Senhor e somente do Senhor. Assim como Jonas foi lembrado dessa verdade, que possamos relembrar isso aos nossos corações em meio às tempestades da vida.
Toda a história de Jonas nos traz até aqui, levando-nos a este momento em que o Eterno o convida a refletir sobre a ferida de sua alma. Nínive não precisava de Jonas, pois qualquer outro profeta poderia pregar naquela cidade com mais disposição; mas Jonas precisava de Nínive, pois esse foi o caminho que Deus escolheu para tocar seu coração. Assim acontece também na nossa vida: olhamos para fatos diários e percebemos coisas boas e ruins. Presentes e terríveis desafios. Às vezes somos levados a lugares que não desejamos, no momento que não queremos e do jeito que não escolhemos. Deus requer o nosso coração; ele deseja que sejamos curados das feridas da nossa alma e, confiados nele, possamos amar, perdoar, deixar para trás e esquecer. Deixar para trás: perdoar. Traições, decepções, frustrações, ou iras e mágoas profundas que teimam em permanecer em nosso coração, as palavras que machucaram nossa alma. Deus nos convida a perdoar, a termos compaixão com o próximo, assim como ele tem conosco.
Lembre-se de que Deus é o Senhor de nossa vida e sabe como alcançar e tocar as áreas mais profundas e secretas de nossa alma. Jonas chega ao ponto máximo, preferindo a morte não apenas pelo Senhor ter poupado seus inimigos, mas também pela morte de uma planta. Deus então apresenta a lição, dizendo que ele tem compaixão de uma planta, mas não deseja que o Senhor tenha compaixão de uma cidade inteira!
Como a história termina? Deus nos confronta com as feridas da nossa alma para que possamos perceber a nossa incoerência e, então, nos convida ao quebrantamento e ao arrependimento.
O grande peixe ajudou Jonas a realinhar o seu ministério, mas foi o pequeno verme que tocou na ferida do seu coração.
Olhe para a sua vida, como Deus têm realinhado o seu coração? Deus tem nos dado desafios e pessoas difíceis para conviver? Por vezes, nóstambém somos pessoas difíceis?
Que a partir dessa breve reflexão, possamos buscar viver na dependência do Senhor. Deus deseja trabalhar em nosso coração, nos santificando, corrigindo e fortalecendo, deixando-nos assim mais semelhantes a Ele, de modo que possamos demonstrar compaixão pelo outro assim como Ele mesmo demonstra sua compaixão por nós, ao longo da história. Que a compaixão do Senhor por nós, nos leve a ter fé genuína e nos ajude também a demonstrar a compaixão pelo próximo, que o nosso coração esteja sempre pronto e sincero, para sermos fieis ao serviço ao Senhor.
Texto escrito por Lucas Pecchio Amantéa
Para a Palavra da Quarta, projeto de posts da UMP Central
Enquanto estiver lendo o texto; ou ao final da leitura considere ouvir esta canção. ☺️
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